O que a ISO/IEC 42001 significa para equipas de qualidade farmacêutica
A ISO/IEC 42001:2023 é a primeira norma internacional de sistema de gestão para inteligência artificial, e começa já a aparecer em questionários a fornecedores, requisitos de concursos e políticas internas de governação em setores regulados — incluindo a farmacêutica e a biotecnologia, onde a IA é cada vez mais usada em áreas como analítica de fabrico, deteção de sinais de farmacovigilância e revisão de dados de qualidade.
Para um departamento de qualidade, a norma entende-se mais facilmente como uma "prima" da ISO 9001: pede à organização que defina o âmbito da sua utilização de IA, avalie riscos específicos de IA (enviesamento, qualidade dos dados, explicabilidade, supervisão humana), e conduza isso através de um sistema de gestão documentado com responsabilidades claras — a mesma disciplina já familiar dos sistemas de qualidade estilo GMP, aplicada a um novo objeto.
O ponto de partida prático raramente é um projeto de certificação completo. É normalmente uma avaliação de lacunas delimitada: que sistemas de IA já estão em uso ou planeados, quem é responsável pelo risco de cada um, e quão longe está a documentação atual daquilo que um auditor de ISO/IEC 42001 esperaria ver. Essa avaliação é também a forma mais rápida de perceber se a classificação de risco do NIST AI RMF e do EU AI Act se aplica a algum desses sistemas, já que as duas estruturas se sobrepõem significativamente na prática.
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